eu tinha toda sorte de planos pra minha volta ao mundo blogueiro. geralmente eu escrevo por um tempo e paro. cada blog tinha seu projeto, motivo pelo qual fiz um novo.
e por quê?
porque eu realmente acredito que o mundo vai me comer viva, se eu deixar. e eu já deixei, e me arrependi.
a cada dia, um pedacinho. é assim que começam as grandes tragédias.
como a nossa relação com o mundo é, por definição, nossa, todos os resultados terão, nessa lógica, resultados apenas em nós. se nós lutamos, esbravejamos, isso nos causa algum impacto. e eu já fui negligente o suficiente comigo mesma, tá na hora de tomar as rédeas. nem que seja aos pouquinhos.
eu tenho um mantra. certo dia, na faculdade, um professor perguntou:
- what happens when you're depressed?
ao que eu prontamente respondi:
- you lose the ability to make meaning.
aprendi isso fortemente com a maria rita kehl. e se tornou recorrente.
"what happens when you're depressed? you lose the ability to make meaning"
a cidade grande nos deprime.
suponho que eu já fosse deprimida antes, mas creio que o estrago fosse menor, em um lugar onde eu possuía limites e menos opções.
mas cá estou, no antro da multiplicidade, da megalomania, do egocentrismo, e complementar a isso tudo, a depressão.
mas acho que o que eu queria dizer é que tudo vai se tornando uma bola de neve. as condições do meu trabalho me oprimem, a cidade me estressa, e eu quero uma válvula de escape. como uns mil bombons e no fundo, o mundo continua o mesmo, mas eu fico gorda.
essas coisas, aparentemente óbvias, são o ponto-chave das complicações que eu tenho com a vida, com o mundo. eu só posso me responsabilizar pelo meu setor. e o meu setor vai desaparecer, se eu sigo me aniquilando quando o mundo me dá porrada, se eu não revido e me mostro como um oponente forte.
eu preciso ir contra o mundo nessa. e obrigada, bradbury.
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