domingo, 19 de agosto de 2012

the sound of sunday.

hoje, então, completei uma semana escrevendo. não é que eu tenha perdido horas do meu tempo, tem sido um processo relativamente tranquilo, os meus únicos problemas são a voz que surge quando escrevo e o medo de parecer incrivelmente banal.
talvez eu não possa mais escrever todos os dias, pode ser que viaje, e deveria me focar nas minhas leituras, mas qualquer coisa eu também sempre tenho meus cadernos.
eu fui dormir às 10h da manhã, hoje. curiosamente, não me senti mal nem nada, fora o sono incrível. às 7h da manhã, só era eu tentando ficar acordada, e a luz entrando pelas janelas, e a paz dominical.
os domingos geralmente são relativamente silenciosos.
mas algo estava fora de ordem. primeiro, em são paulo, domingo é um dia agitado pra uma grande parcela de pessoas que trabalham e já estão correndo desde cedo. segundo, ao chegar em casa, eu vi lixo, lixo e mais lixo. e os garis limpando a bagunça dos adolescentes da noite anterior. um grande número de garrafas quebradas. me parece que faltou um pouco de delicadeza por aí.
segue a obra na minha rua, mas uma parte está interditada. a rua é minha, pra atravessar sem nem olhar pros lados.
ontem eu quis beber, esquecer um pouco de tudo e todos; mas curiosamente, a certo ponto da noite, percebi que companhia agradável já é algo capaz de trazer alegria e bem-estar.
eu também pensei que somos uns seres um pouco bestas, um pouco frágeis, e suscetíveis a qualquer aparente oportunidade ou golpe de sorte. assim é a disposição humana, fugidia, errante.
mas quando você sabe o que quer, ou pensa que sabe, as coisas são mais simples.
mesmo assim, estamos sempre rodeados de MEDO: medo de dar errado, medo de queimar a cara, medo de parecer algo que teoricamente não somos.
no entanto, não há nada mal em ser consistente. ter fibra e coragem.
eu me sinto velha. mas é mais uma constatação serena do que tudo.
mas não há mais nada de errado em completar o branco com palavras.

There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands
That lift and drop a question on your plate;        
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.

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