Hoje eu consegui dormir em meio a obras de madrugada, gente buzinando sem fim, gente gritando. Acordei pronta pra outra, espreguicei, e dormi um pouco mais, porque é sábado e cá estou eu: viva e seguindo mais um dia.
Ontem eu encontrei as cartas da Marianinha, e o assunto comum de todas elas era o nosso querido Demian, do Hermann Hesse. Imediatamente eu soube que as coisas não iriam parar por aí.
Quem quiser nascer tem que destruir um mundo.
O Hesse botou as coisas em termos simples, assim. E era do Hesse que eu precisava.
Quando eu entrei na faculdade, eu achei que tinha achado o meu lugar. Eu achei pessoas legais. Imediatamente me senti um Sinclair, "voltando" pra casa, ou seja, se reunindo com Max e Eva. E essa é a parte que sempre me chamou a atenção, como se eu fosse achar minha casa, em algum lugar. Way over yonder. Agora eu não sei se isso é mais possível, mas ao mesmo tempo, a minha casa está dentro de mim. E é o que eu preciso lembrar dia após dia, nada está além de mim, tudo está aqui. Fique calma, e olhe pra dentro.
E quando as coisas chegam ao ponto em que chegaram, assim como a fênix, é hora de renascer.
Se o meu mundo tiver que ser um romance, que seja um bildungsroman.
Without going outside, you may know the whole world.
Without looking through the window, you may see the ways of heaven.
The farther you go, the less you know.
Thus the sage knows without traveling;
He sees without looking;
He works without doing.
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