quarta-feira, 15 de agosto de 2012

the home where i hide away from all the darkness outside



Et contre l'implacable
Contre le vacarme du diable
Trouvons du temps pour l'impossible
Pour l'inespéré, pour l'imprévisible

Ando me sentindo mal, no sentido mais físico da palavra. Um dia desses, fui comentar a situação do meu local de trabalho com uma colega, e ela disse: "Calma que vai piorar". E eu sei.
Mas por algum motivo, já há uma confluência de infortúnios que ou eu resolvi ressaltar cada vez mais, ou está atingindo também vizinhos, amigos, colegas. O fato é que ontem eu não consegui me mover muito, hoje, cheguei em casa tal qual um espantalho.
Essas coisas geralmente me deprimem, que nem passar mal sem motivo, se eu não sei nem descrever exatamente o que se passa comigo, quem dirá o médico?
- O que você tem?
- Então, sei lá.
Ou talvez eu só esteja sofrendo de tudo-o-que-há-de-errado-comigo, hipótese bastante plausível.
Mas hoje, após ser bombardeada com tudo o que há de mais aleatório e nonsense na vida, eu só queria chegar em casa, eu pensava em coisas como "é só você ficar quietinha por mais meia hora aqui que você vai embora", o que, convenhamos, é o que há de mais bovino no mundo. Mas isso fica pra outra hora.
Hoje, resolvi compartilhar minhas impressões com a Camila, e a bonita me disse que eu deveria escrever todo dia. Então cá estou, a minha vontade era a de chegar e pular na cama e lá permanecer por décadas, frustrada porque não consigo ler mais do que duas páginas de Jane Eyre por vez, me dissolvendo em cansaço e todo o stress que gosta de se acumular em mim. Mas por algum motivo, me veio esta música da Carla Bruni, e instantaneamente botei pra tocar e me senti melhor, me concentrei nas cores e nas coisas alegres que tenho em casa, meu esmalte novo, meu convencimento de que sei falar francês (curiosamente, só se dá com as músicas da Carla!), os poemas musicados.

And I'll forget the way of tears
And rock, and stir my tea...

E eu me dei conta de que conheço pessoas maravilhosas, pra quem eu me dei ao trabalho de escrever essas linhas, de não me derrotar, de tentar virar o jogo, ou de simplesmente manter um humor melhor. Nós merecemos.

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