estou prestes a pegar folga do meu trabalho. do infortúnio, eis que me surge uma felicidade.
é bom pra respirar (e resolver trezentas outras coisas que eu estava renegando porque tinha que cumprir minhas horas de estágio).
depois de toda uma odisseia, que, meus caros, é nada mais nada menos do que um dia na vida, eu cheguei a uma conclusão importante. não é que eu não goste de certas pessoas. eu não gosto é da posição em que ficamos. onde um tem que ser assim, outro assado. ninguém para pra pensar, talvez seja demais, mas na bola de neve que as coisas tendem a se tornar, talvez valha a pena ser sensato, agradável.
cheguei em casa hoje e peguei minhas cartas: contas a pagar & etc. vim abrindo os envelopes, e um homem consultando um palm também esperava o elevador; eu dei aquele espasmo facial que significa um reconhecimento de que há outro humano no mesmo recinto que eu, mas por algum motivo, o homem me pareceu muito simpático e sei lá, jovem, apesar de ser bem mais velho, da idade do meu pai talvez. eis que subimos, eu lendo minhas coisas, e ao chegar no terceiro andar, esse moço vira, olha pra minha cara, sorri e diz "tchau". eu já estava predisposta a ser mais legal, mas diante de tanta simpatia, por que não? dei o meu melhor.
algumas pessoas que eu costumava simplesmente não ir com a cara, me parecem ok. eu não sei quanto tempo esse meu humor mais simples e clean vai durar, sinceramente. eu continuo ainda suscetível ao stress, mas as outras pessoas, elas só são. se elas são assim, é por algum motivo na existência delas, não que eu queira exatamente destrinchar isso (o que na verdade é o trabalho dos romancistas), mas eu também não estou lá dentro da cabeça delas pra saber. geralmente, trata-se de uma realidade distinta da minha.
e foi assim que eu resolvi escrever meu post de hoje, partindo do inesperado, da boa vontade alheia, da benevolência que faz com que alguém não decida ser antipático com você por qualquer motivo.
na verdade eu estou bem cansada, querendo o meu grupo pra me refugiar do banal; mas esse tipo de equilíbrio cósmico acho que só me será reservado numa outra realidade, em outro plano.
é isso que acontece, a gente acha que a vida tem que ser que nem nos livros. mas ponto pra quem pensa assim. exijamos o impossível.
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