quarta-feira, 24 de outubro de 2012

4, 5 da manhã. assistindo filmes que dilaceravam meu coração.
chocada com a violência trivial do nosso mundo.
essa era eu. eu e só eu, e eu tinha uma janela pela qual olhar, e às vezes, tão tarde da noite, eu via algum lunático solitário andando de carro pela universidade.
às vezes eu grudava meu rosto na parede e na janela, esperando ouvir algum som.

my heartbreaking life.

eu caminhava sozinha por lugares escuros e nada seguros, procurando as estrelas no céu.
de longe, eu via luzes. hoje eu sei de onde elas vêm, e pra lá não quero ir.
voltar sozinha pra casa acelerava meu coração.
será que dá pra morrer de melancolia? eu me deitava no chão e esperava pra ver.
eu passava dias na cama. e as imagens brilhavam no computador.

leave it behind.

hoje em dia eu acho que não faço parte nem do meu próprio clube.
acabou pra mim. não há cadeira que eu possa puxar pra sentar, junto aos comuns.
eu só posso rezar pela insônia. ouvir o nada novamente.
me sentir mal no dia seguinte, mas mal de um jeito que dá pra viver, até chegar em casa de novo. no lar onde eu sei que não tenho lar. sendo uma estranha pra mim mesma. me distanciando de tudo o que era certo.

e chamam isso de vida.

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